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MNE chinês avisa que tentativas de criar conflitos na Ásia - Pacífico "não têm futuro"
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O Ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, advertiu hoje, após um encontro com o seu homólogo russo, Sergei Lavrov, em Pequim, que "qualquer tentativa de criar confrontos na Ásia - Pacífico não tem futuro".
Em conferência de imprensa após o encontro, Lavrov afirmou que um dos temas discutidos durante as reuniões foi a questão d e como "alcançar a paz e a estabilidade na Ásia - Pacífico", apesar dos "esforços dos Estados Unidos para criar uniões políticas dirigidas contra a Rússia e a China".
De acordo com o ministro dos Negócios Estrangeiros russo, este comportamento de Washington é "contra os seus próprios interesses e contra os dos seus aliados".
"O mundo de hoje está longe de ser pacífico, há agitação e caos em muitas áreas", disse Wang, que apelou à "defesa do verdadeiro multilateralismo, evitando qualquer tentativa de confronto na Ásia - Pacífico.
Estas declarações surgem numa altura de tensão na região devido ao início iminente do mandato do presidente eleito de Taiwan, William Lai (Lai Ching-Te), descrito como um "agitador" por Pequim, e às disputas territoriais entre a China e as Filipinas no Mar do Sul da China.
Lavrov afirmou que a questão de Taiwan, ilha cuja soberania é reivindicada por Pequim, é um "assunto interno da China" e que qualquer intervenção externa é "intolerável".
Manter boas relações com Moscovo é vista por Pequim como crucial para contrariar a ordem democrática liberal dominada pelos Estados Unidos e países aliados. É também uma forma de assegurar estabilidade na fronteira terrestre com a Rússia, que tem mais de 4.300 quilómetros de extensão, e fornecimento estável de energia.
Esta condição permite a Pequim concentrar recursos nas áreas costeiras e mares circundantes, onde os Estados Unidos mantêm várias bases militares em países aliados, segundo analistas de política externa chineses.
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