POLÍTICA NACIONAL
Aprovada proposta do CHEGA para formar forças de segurança contra a violência doméstica
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A proposta do CHEGA visa "assegurar a capacitação contínua das forças de segurança e dos restantes intervenientes do foro judicial.” A propósito do Dia Internacional para a Eliminação da Violência contra as Mulheres, a ONU indica que foram mortas intencionalmente 85 mil mulheres e raparigas em todo o mundo, no ano passado.
A proposta do CHEGA para um plano de formação de prevenção de violência doméstica destinado às forças de segurança foi, na sexta-feira passada, aprovada sem votos contra na votação na especialidade do Orçamento do Estado para 2025 (OE2025).
Para o CHEGA, este plano visa "assegurar a capacitação contínua das forças de segurança e dos restantes intervenientes do foro judicial" para que "estejam aptos a reconhecer e lidar com situações de violência doméstica com a eficácia e rapidez que as mesmas exigem".
O partido vinca ainda que há muitos elementos da PSP e GNR com capacidade de "fazer a avaliação de riscos dos agressores e transmitir os factos necessários à tomada de decisão pela autoridade policiais ou judiciárias", mas que, em muitos casos são feitas "avaliações casuísticas" não baseadas em "critérios científicos e sujeitas ao risco de interpretar os resultados sem referências de criminologia".
Esta medida prevê a formação contínua das forças de segurança e intervenientes do foro judicial, em matéria de prevenção de violência doméstica, através de um plano que deve ser aprovado pelo Governo até ao fim do primeiro trimestre de 2025.
A proposta de alteração recebeu a abstenção do CDS-PP, PSD, PS, Livre e PCP, e os votos favoráveis do Bloco de Esquerda, IL e PAN, no primeiro dia de votações do OE2025 na comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública.
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