Sete sismos consecutivos, com magnitude superior a 4,0 na escala de Richter, foram registados hoje - entre as 00h23 no horário local (02h23 em Lisboa) e às 01h36 (03h36) - pelo Instituto de Geodinâmica de Atenas. Estes terramotos aconteceram depois de um sismo de magnitude 5,2 na escala de Richter, o mais forte desde o fim de semana, ter sido registado durante a noite de quarta-feira. Os especialistas ainda não conseguiram dar uma estimativa definitiva de quando esta atividade sísmica vai terminar, mas insistem que não há precedentes. Apesar dos últimos tremores sucessivos, "a intensidade está a diminuir, mas ainda não estabilizou", disse o diretor de investigação do Instituto de Geodinâmica de Atenas, Athanassios Ganas, ao canal de televisão público grego ERT. "Estamos a meio caminho", acrescentou o vice-diretor do mesmo instituto, Vassilis Karastathis, ao canal público. O Instituto divulgou hoje que foram registados pelo menos 6.000 tremores na área marítima das ilhas turísticas de Santorini, Amorgos, Anafi e Ios desde 26 de janeiro. Mais de 11.000 residentes e trabalhadores sazonais deixaram Santorini desde domingo, levando os operadores a aumentarem as ligações aéreas e por 'ferry'. Os especialistas sublinham que a região não registava tamanha atividade sísmica desde que os registos começaram em 1964. A mundialmente famosa ilha de Santorini está sobre um vulcão que entrou em erupção pela última vez em 1950, mas um comité de especialistas disse na segunda-feira que os tremores atuais "não estão relacionados com atividade vulcânica". Estes sismos não causaram, até ao momento, danos ou feridos. No entanto, as equipas de resgate foram enviadas para a área como precaução e foram implantados sensores sísmicos adicionais. O responsável da Autoridade Grega de Planeamento e Proteção Sísmica, Efthymios Lekkas, alertou na quarta-feira que existem cinco áreas em risco de possíveis deslizamentos de terra em Santorini. As escolas foram encerradas por precaução até sexta-feira em mais de uma dezena de ilhas do arquipélago das Cíclades, no mar Egeu, levando muitas famílias com crianças a abandonarem Santorini até que a situação volte ao normal. A ilha de Santorini atraiu cerca de 3,4 milhões de visitantes em 2023.