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Intervenções em novas cadeias ficaram longe das necessidades previstas
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O Tribunal de Contas (TdC) concluiu, numa auditoria aos investimentos na área da Justiça, que as intervenções previstas em novas cadeias e tribunais não estão de acordo com as necessidades previstas na estratégia plurianual.
Segundo um relatório do TdC publicado hoje, as intervenções em novos estabelecimentos prisionais estavam estabelecidos na Estratégia Plurianual de Requalificação e Modernização do Sistema de Execução de Penas e Medidas Tutelares Educativas e na Estratégia Plurianual de Requalificação e Modernização da Rede de Tribunais.
De acordo com um comunicado do Tribunal de Contas, "também as verbas alocadas ao investimento no edificado da Justiça não são compatíveis com o esforço financeiro necessário à concretização" das estratégias definidas para esta área.
Além da insuficiência do investimento, o relatório concluiu também que não foi aprovada a Lei de Programação do Investimento em Infraestruturas e Equipamentos do Ministério da Justiça.
Por outro lado, concluiu o TdC que as obras de adaptação e remodelação relacionadas com edifícios onde funcionam tribunais "foram adequadas aos investimentos previstos".
Na área das tecnologias, o Tribunal de Contas concluiu que "os investimentos delineados refletem as necessidades que se encontravam identificadas em planos de modernização da Justiça" e que os fundos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) promoveram o reforço e o desenvolvimento de projetos relacionados com a transformação digital.
A auditoria do Tribunal de Contas permitiu ainda concluir que os valores provenientes do Fundo da Modernização da Justiça ajudaram, em parte, a compensar a insuficiência das receitas do Instituto de Gestão Financeira e Equipamentos da Justiça.
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