A rede terá causado prejuízos calculados em mais de três mil milhões de grivnas (mais de 60 milhões de euros, ao câmbio atual), disseram os investigadores, segundo a agência de notícias espanhola EFE. Os piratas informáticos bloqueavam os servidores das empresas para lhes extorquir dinheiro. As autoridades ucranianas não precisaram o número de detidos, nem quando ocorreram as detenções. Disseram que a operação foi realizada em coordenação com as autoridades dos Estados Unidos e da União Europeia (UE), e com a Europol. Um dos líderes do grupo foi alvo de um mandado de detenção e o FBI, a agência de investigação norte-americana, ofereceu 10 milhões de dólares (8,5 milhões de euros) por informações que levassem à sua captura. O grupo começou a operar há sete anos e, desde então, encriptou mais de mil servidores de empresas da França, Noruega, Alemanha, Países Baixos, Canadá e Estados Unidos. Utilizava programas maliciosos para bloquear o acesso aos servidores das empresas, às quais exigia quantias em dinheiro para os desbloquear. O grupo era composto por programadores e especialistas em pirataria informática, bem como por pessoas especializadas em branqueamento de dinheiro. Um dos detidos na Ucrânia já foi extraditado para os Estados Unidos, de acordo com o Ministério Público ucraniano.