POLÍTICA NACIONAL
Orçamento 2026: Governo prevê gastar quase 72 milhões com gabinetes
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André Ventura e o CHEGA denunciam este luxo desenfreado e avisam: “Se este Orçamento não aliviar o peso nas famílias, vamos votar contra sem medo.”
A proposta de Orçamento do Estado para 2026 prevê um encargo de 71,8 milhões de euros com os 60 gabinetes do Governo liderado por Luís Montenegro. De acordo com a Executive Digest, este valor representa um aumento de 1,9% face a 2025, o que corresponde a mais 1,35 milhões de euros, acompanhando a inflação projetada para o próximo ano, estimada em cerca de 2%.
O CHEGA considera este nível de despesa pública “inaceitável” sem uma clara redefinição de prioridades. André Ventura, Presidente do partido e líder da oposição, afirmou que “não faz sentido que aumentem os gabinetes [do Governo] enquanto as famílias portuguesas enfrentam inflação, carga fiscal e cortes invisíveis”. O partido exige “um corte sustentável na despesa política” e uma atribuição de recursos que vá “diretamente para os serviços públicos fundamentais e para quem trabalha”.
O líder do segundo maior partido alertou que o Orçamento do Estado para 2026 (OE 2026) será chumbado se não incluir certas medidas exigidas pelo CHEGA: “Se os portugueses forem pagar mais de gasóleo ou gasolina, este não é o nosso orçamento. Nós votaremos contra, se tivermos de votar contra, e não teremos medo de o assumir publicamente”, garantiu.
“Não faz sentido que aumentem os gabinetes [do Estado] enquanto as famílias portuguesas enfrentam inflação, carga fiscal e cortes invisíveis” – André VenturaVentura reforçou que o orçamento “só será aprovado com os nossos votos” se contemplar, entre outras condições, a redução de impostos, o aumento das pensões e o reforço da segurança. Segundo a mesma fonte, entre os ministérios, verifica-se uma variação nas dotações: oito aumentam o orçamento, oito registam cortes e surge um novo ministério. Situação semelhante ocorre nos 43 gabinetes dos secretários de Estado, onde cinco ministérios recebem mais verba, nove menos e dois secretários de Estado entram pela primeira vez no mapa governativo. O gabinete do primeiro-ministro mantém-se como o mais dispendioso, com uma previsão de 3,64 milhões de euros — dos quais cerca de três milhões se destinam a salários, contribuições sociais e encargos com a Presidência do Conselho de Ministros.
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