POLÍTICA NACIONAL
SEXTA-FEIRA 28 DE AGOSTO DE 2026
A carregar…
POLÍTICA NACIONAL

No último dia do debate orçamental, André Ventura classificou o Orçamento do Estado como um documento “viciado e sem ambição”, acusando o Governo de manter a velha fórmula que, diz, tem destruído o país: mais impostos, mais burocracia e mais peso sobre quem trabalha.
O presidente do CHEGA, André Ventura, defendeu esta quinta-feira, no Parlamento, que o Orçamento do Estado para 2026 (OE2026) mantém os mesmos vícios estruturais que têm impedido Portugal de crescer e de valorizar quem trabalha. No arranque da última sessão do debate orçamental, Ventura afirmou que este é “um orçamento viciado”, “sem ambição” e “incapaz de responder às necessidades reais do país”.
No centro das críticas está o que descreve como a lógica dominante das contas públicas: “Continuar a tirar a quem trabalha, investe e produz, para distribuir pelas clientelas do Estado e por aqueles que não fazem nada.” Para Ventura, esta opção política compromete o desenvolvimento económico e viola a promessa de alívio fiscal feita pelo Governo.
O líder da oposição destacou ainda a carga fiscal prevista para 2026, que deverá atingir 34,7% do PIB, frisando que tal representa “uma contradição evidente perante o discurso de apoio à classe média”. E acrescentou: “Quase metade do PIB convertido em carga fiscal, e ainda se fala em alívio. É muito difícil justificar este caminho aos portugueses que pagam impostos todos os meses.”
Ventura criticou igualmente o aumento de impostos indiretos: “IVA em alta, combustíveis intocáveis e taxas sucessivas. É sempre a mesma lógica: sobrecarregar quem produz e trabalha.”
Numa avaliação global, Ventura considerou o OE2026 “um orçamento pobre, sem rumo para o país”, e apontou o estado atual do PS como exemplo de falta de visão: “O PS tornou-se uma muleta inútil da governação e da democracia.”
Sobre o Executivo liderado por Luís Montenegro, Ventura lembrou que, em 20 meses, foram criados 89 grupos de trabalho: “O triplo de António Costa, que já tinha batido recordes. O que o país precisa é de trabalho e riqueza, não de mais lugares e estruturas.”
Entre as medidas que considera mal estruturadas, o presidente do segundo maior partido destacou o congelamento do aumento das propinas: “É incompreensível ver políticos com salários aumentados enquanto os jovens são chamados a pagar mais.”
Recordou também o papel do CHEGA na eliminação de portagens, sobretudo no interior. “As portagens são um peso que tem castigado o interior durante anos. O PSD fugiu à palavra; nós cumprimos.”
Sobre forças de segurança e antigos combatentes, Ventura reiterou a necessidade de reconhecimento: “Estes homens e mulheres merecem ser recompensados. Não é desvirtuar, é justiça.”
Na área da habitação, o presidente do CHEGA sublinhou o combate às fraudes: “Acabámos com falsos atestados de residência. A nossa coligação não é com partidos, é com os portugueses.”
Ventura criticou ainda a política económica socialista, afirmando que o PS “sugou tudo às empresas” e nunca concretizou aumentos estruturais nas pensões: “Empresas esmagadas por impostos e burocracia, pensões miseráveis. É esta a realidade que deixaram.” E defendeu prioridades diferentes: “Preferia acabar com pensões vitalícias e com RSI injustificados para garantir subsídios de refeição dignos a quem trabalha.”
Nas políticas sociais, André Ventura defendeu ainda que os trabalhadores devem ter prioridade no acesso à creche: “Quem trabalha é quem tem mais dificuldades. Os portugueses devem estar em primeiro lugar.”
O líder do CHEGA concluiu o discurso defendendo a necessidade de romper com o modelo atual: “Entre manter um Estado pesado, burocrático e falido, ou devolver rendimento às famílias, a nossa escolha é clara: as famílias e quem trabalha. A alternativa somos nós.”
A proposta de lei de Orçamento do Estado para 2026 foi aprovada na votação final global com votos a favor dos dois partidos que apoiam o Governo, PSD e CDS-PP, e com a abstenção do PS. Os restantes partidos (CHEGA, IL, Livre, PCP, BE, PAN e JPP) votaram todos contra.…
POLÍTICA NACIONAL
SEM CATEGORIA
POLÍTICA NACIONAL
POLÍTICA NACIONAL
POLÍTICA NACIONAL
POLÍTICA NACIONAL
POLÍTICA NACIONAL
POLÍTICA NACIONAL
POLÍTICA NACIONAL
POLÍTICA NACIONAL
POLÍTICA NACIONAL
POLÍTICA NACIONAL
POLÍTICA NACIONAL
POLÍTICA NACIONAL
POLÍTICA NACIONAL
POLÍTICA NACIONAL
Comentários0
A carregar comentários…