Segundo a PJ, a operação ‘Guia Fácil’ envolveu 16 buscas domiciliárias, sem especificar os locais, e foi desencadeada na terça-feira, pela Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e Criminalidade Tecnológica.

A organização criminosa é responsável pela prática de crimes de branqueamento de capitais, burla de prejuízo, falsidade informática e extorsão.

Os nove detidos, com idades compreendidas entre os 21 e os 26 anos, angariaram, entre agosto e setembro de 2024, várias pessoas que cederam as suas contas bancárias para a recolha de valores provenientes de burlas, mediante contrapartidas.

As empresas locadas, sediadas no estrangeiro, eram contactadas por supostos fornecedores, através de endereços de correio eletrónico adulterados e idênticos aos fornecedores reais, que solicitavam o pagamento de faturas em dívida para contas bancárias domiciliadas em Portugal e angariadas por suspeitos.

Até à data, segundo a PJ, estima-se que o prejuízo das empresas ascenda a mais de 250 mil euros.

No âmbito desta investigação, a PJ apurou ainda que os suspeitos constrangeram um dos ofendidos a entregar-lhes valores monetários e outros bens sob ameaça de violência física.

Na sequência desta operação, a PJ apela a pessoas para que nunca cedam contas bancárias a terceiros, pois podem ser responsabilizadas criminalmente por crimes como branqueamento de capitais.

Avise ainda que as “propostas de trabalho fáceis” que o envolvimento a captação e dissipação de valores podem ser esquemas de infrações e aconselhar quem para abordar com este tipo de propostas a denunciar o caso.

O branqueamento de capitais é um crime grave, punível com pena de prisão até 12 anos.

Quanto às empresas, a PJ alerta para que confirmem sempre via telefone qualquer alteração de dados bancários comunicados por e-mail e sensibilizem todos os trabalhadores para este tipo de fraude.