Mário Silvestre precisou que em causa estão apenas situações relacionadas com a atual situação de eventuais cheias e não com a tempestade Kristin, no âmbito da qual a ANEPC já não tem "ocorrências relevantes". Em conferência de imprensa na sede da ANEPC, em Carnaxide, Oeiras, o comandante nacional precisou que, enquanto durante a passagem da depressão Kristin as ocorrências mais frequentes foram quedas de árvores, a situação atual está "a sofrer uma inversão", com o número de inundações "a subir gradualmente". No total, as 3.326 ocorrências entre 01 de fevereiro e as 12:00 de hoje "empenharam e estão a empenhar 11.444 operacionais e 4.575 meios terrestres". "Estamos em nível quatro de empenhamento e vamos mantê-lo até sexta-feira, e será reavaliado nessa altura", salientou. Mário Silvestre acrescentou que, "em princípio", o nível de empenhamento irá manter-se no fim de semana. Entre outras medidas, o comandante nacional destacou que há meios de diversos agentes da proteção civil pré-posicionados e que há "três meios aéreos para ações de reconhecimento e avaliação" em utilização. "O Plano Nacional de Emergência [e Proteção Civil] está ativo e temos também 77 planos de emergência municipais ativos, bem como quatro planos distritais de emergência e proteção civil", sublinhou. Todos os distritos de Portugal continental estão hoje e quinta-feira sob aviso amarelo devido à previsão de chuva por vezes forte, passando a aguaceiros, devido à passagem da depressão Leonardo, segundo o Instituto Português e da Atmosfera (IPMA). Em comunicado emitido na terça-feira, o IPMA informou que as ondulações frontais associadas à depressão Leonardo irão afetar o estado do tempo em Portugal continental até sábado, com períodos em que a precipitação será persistente e por vezes forte, queda de neve nas terras altas do Norte e Centro, vento forte e agitação marítima forte. "Para os dias seguintes prevê-se a passagem de novas superfícies frontais e a continuação deste padrão muito instável", lê-se na nota. Desobstruir os sistemas de escoamento de águas pluviais, evitar a permanência em áreas arborizadas e a circulação em zonas ribeirinhas vulneráveis a galgamentos costeiros, e não estacionar os carros em leitos de cheias nem atravessar zonas inundadas são algumas das recomendações da ANEPC aos cidadãos.