A Polícia Judiciária deteve o homem suspeito de ter arremessado um cocktail molotov na direção de participantes da Marcha pela Vida, no passado dia 21 de março, em Lisboa, avança o Observador. O ataque ocorreu junto à escadaria da Assembleia da República e motivou a abertura de uma investigação que, inicialmente conduzida pela PSP, transitou posteriormente para a PJ, face às suspeitas de eventual enquadramento em crimes de natureza terrorista. Em comunicado a que o Observador teve acesso, a PJ revela que o suspeito está indiciado pela tentativa de prática de vários crimes, incluindo infrações terroristas, detenção de arma proibida, incêndio, explosão e outras condutas especialmente perigosas, bem como ofensas à integridade física grave. As autoridades realizaram dezenas de diligências no âmbito da investigação, que culminaram na execução de mandados de detenção, busca e apreensão. Durante as operações, foram recolhidos diversos elementos que indiciam um eventual móbil ideológico associado ao ataque. O detido será presente ao Tribunal Central de Instrução Criminal de Lisboa para primeiro interrogatório judicial, onde serão determinadas as medidas de coação a aplicar. O inquérito é dirigido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP). A Marcha pela Vida é uma iniciativa anual que decorre em várias cidades do país, reunindo participantes contra a interrupção voluntária da gravidez e a eutanásia.