Em comunicado, a PJ, através da Diretoria do Norte, explica que, em causa, está a elaboração, por parte do suspeito, de centenas de contratos de arrendamento, com o fim de permitir a instrução do processo individual de estrangeiros junto da AIMA -- Agência para a Integração, Migrações e Asilo, e posterior legalização, em território nacional. O comprovativo de alojamento é um dos documentos exigíveis para a obtenção de autorização de residência. "No âmbito da investigação em curso, foi possível apurar a entrada em massa de pedidos de atestados de residência em várias juntas de freguesia, da Área Metropolitana do Porto, por parte de cidadãos de países terceiros, com o objetivo de, posteriormente, serem entregues junto da AIMA, atestando falsamente que residiam nas moradas indicadas", conta a PJ. Os contratos de arrendamento eram, segundo esta força de investigação criminal, assinados pelo arguido e pela empresa da qual é proprietário. "A gravidade da criminalidade em causa e a violação sistemática das leis da imigração, as apreensões efetuadas e a prova já carreada na investigação determinou que a Polícia Judiciária investigasse a conduta dos suspeitos, desde fevereiro de 2025", refere a nota. Nesse sentido, a investigação promoveu a emissão de mandado de detenção do suspeito, o qual viria a ser cumprido no último sábado, na cidade do Porto. O detido vai ser presente a primeiro interrogatório judicial para aplicação de medidas de coação. O arguido está indiciado dos crimes de auxílio à imigração ilegal, falsificação de documentos e branqueamento. O inquérito é titulado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) do Porto.