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Afogamentos de crianças e jovens aumentaram 22,5%, alerta INEM
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O INEM registou em 2025 um aumento de 22,5% das ocorrências relacionadas com afogamentos e acidentes de mergulho com crianças e jovens e alertou que os mais novos devem estar sempre "sob vigilância ativa" nas zonas balneares.
Os dados hoje publicados no site do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) indicam que, no último ano, verificaram-se 147 ocorrências deste tipo envolvendo crianças e jovens até aos 18 anos, o que representa um aumento de 22,5% face às 120 registadas em 2024.
De acordo com o instituto, os adolescentes entre os 15 e os 18 anos continuam a ser o grupo etário com maior número de ocorrências - 57 em 2025 -, mas verificou também um "aumento significativo" de afogamentos e acidentes de mergulho entre as crianças até aos cinco anos (29 ocorrências) e os jovens dos 10 aos 15 anos (41).
A maioria das ocorrências registadas pelo INEM envolveram crianças e jovens do sexo masculino, que representaram 67% do total de casos em 2025.
O INEM alertou que muitos afogamentos ocorrem de forma rápida e silenciosa e que, por esse motivo, as crianças devem permanecer sempre sob vigilância ativa de um adulto, mesmo em zonas com água pouco profunda e durante curtos períodos de tempo.
O instituto deixa ainda várias recomendações para uma "época balnear segura", como manter as piscinas privadas protegidas com barreiras de segurança e acessos controlados, escolher praias vigiadas e respeitar a sinalização, evitar nadar sozinho e nunca mergulhar de cabeça em locais desconhecidos ou de profundidade incerta, para prevenir lesões graves na coluna vertebral.
Além destas recomendações, o INEM aconselha também que se entre gradualmente na água, sobretudo após uma exposição prolongada ao sol, e que se evite comportamentos de risco, como desafiar correntes, ondas ou arribas.
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