De acordo com os resultados, 30% dos inquiridos afirmam concordar totalmente com a proposta e 36% dizem concordar, revelando um apoio expressivo à criação de um limite máximo para as pensões mais elevadas pagas pelo Estado. A iniciativa foi apresentada pelo CHEGA no âmbito das suas propostas para reformar o sistema de pensões. O partido liderado por André Ventura defende que nenhuma pensão financiada pelo Estado deve ultrapassar os 4.500 euros líquidos mensais, argumentando que o sistema deve privilegiar quem recebe reformas mais baixas e garantir uma distribuição mais equilibrada dos recursos públicos. Segundo o CHEGA, a medida pretende reforçar a justiça social e aumentar a sustentabilidade do sistema de pensões, numa altura em que milhares de pensionistas vivem com reformas reduzidas e enfrentam dificuldades para acompanhar o aumento do custo de vida. O presidente do partido, André Ventura, tem defendido que "não faz sentido haver portugueses a sobreviver com pensões de poucas centenas de euros enquanto o Estado continua a pagar reformas de vários milhares de euros". Os resultados da sondagem indicam assim que a maioria dos portugueses olha favoravelmente para a criação de um teto máximo nas pensões. O debate deverá continuar nos próximos meses, numa altura em que a sustentabilidade da Segurança Social e o envelhecimento da população continuam entre os principais desafios das políticas públicas em Portugal.

Ficha Técnica

Entidade responsável pelo estudo: Intercampus – Recolha, Tratamento e Distribuição de Informação, S.A. Cliente: CMTV / CM / Jornal de Negócios / NOW. Objetivo do estudo: Conhecer a opinião dos portugueses sobre diversos temas da política nacional, incluindo a intenção de voto nas eleições legislativas. Universo: População portuguesa, com 18 ou mais anos de idade, recenseada eleitoralmente e residente em Portugal Continental. Amostra: 609 entrevistas. Método de amostragem: Amostragem estratificada por região (NUTS II), género e idade: * Estratificação proporcional por região; * Seleção dos agregados através da geração aleatória de números de telefone fixo e móvel; * Seleção dos inquiridos por quotas de género e idade, com base nos dados do Recenseamento Eleitoral da População Portuguesa (DGAI – 31 de dezembro de 2023). Método de recolha de dados: Entrevistas telefónicas assistidas por computador (CATI – Computer Assisted Telephone Interviewing). Período de realização do trabalho de campo: De 10 a 16 de junho de 2026. Número de entrevistas válidas: 609. Taxa de resposta: 55,31%. Distribuição geográfica: Amostra estratificada proporcionalmente por região (NUTS II), de acordo com o universo em estudo. Distribuição etária e de género da amostra: Definida por quotas de género e idade, tendo como referência os dados do Recenseamento Eleitoral da População Portuguesa (DGAI – 31 de dezembro de 2023). Margem de erro máxima: ±4,0%, para um nível de confiança de 95%.